A cacauicultura na Bahia tem, historicamente, um perfil de produtor marcado por décadas de dedicação à lavoura — muitos já em idade avançada, alguns já aposentados, mas que seguem à frente da atividade que construíram ao longo da vida. Esse conhecimento acumulado é um patrimônio valioso para o setor, mas também traz um desafio importante: quem vai dar continuidade a esse trabalho?
A sucessão rural é um tema que precisa ganhar cada vez mais espaço nas discussões sobre o futuro do cacau. Sem uma renovação geracional, corre-se o risco de perder não apenas mão de obra, mas também conhecimento técnico e vínculo com a terra construído ao longo de gerações. Incentivar a permanência e o interesse dos jovens no campo — seja assumindo a gestão das propriedades familiares, seja se envolvendo com inovação e novas formas de comercialização — é essencial para a continuidade da atividade.
Da mesma forma, ampliar a participação das mulheres na cacauicultura, historicamente uma atividade de presença majoritariamente masculina, contribui para diversificar a gestão das propriedades e trazer novos olhares para a produção e a negociação.
Fortalecer essa renovação é também uma forma de garantir que o cacau baiano continue competitivo e sustentável nas próximas décadas.


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